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Entrevista 3:Dupla Canadense e Jornadas para a terra do norte

Olá, tudo bem?

Voltando a série de entrevistas, hoje farei um duplo pra vocês, já aviso que o post será grande,sorry!rsrs

Dupla Canadense

Eles amam frio, os dez primeiros dia deles Aqui

O que te fez sair do Brasil?

Violência, assaltos (vários) sofridos pela família, falta de qualidade de vida em todos os sentidos

3 coisas que tem no Brasil e não encontramos no Canadá

Falta de educação com gente furando fila em supermercado, banco, etc,violência gratuita tem no Brasil, aqui vc anda com computador, ipad ou câmera etc na mão sem o menor problema, no Brasil tem muitas “amizades” que não são verdadeiras, tipo “aparece la em casa” mas que realidade quer dizer pro cara não aparecer….rsrsrs….os canadenses são mais reservados, mas tbem são mais sinceros

3 pontos negativos do Canadá

Ainda não descobri. Qdo descobrir escrevo um post, ok?

Me fale um pouco sobre o seu processo.

Não da pra falar 3 anos em um parágrafo. Melhor ler a novela lá no blog da DuplaCanadense.Blogspot.com

Me fale um pouco sobre o mercado de trabalho aí,pontos positivos e negativos.

Não sei informar pq não procuramos trabalho…. 🙂

Muito obrigado,fique com Deus viu?

Obrigada!!!! Vcs tbem e boa sorte!!!!!

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Jornadas para a terra do Norte

Olá, Ana! Tudo bem?

Primeiramente, mil desculpas pela demora. Peguei uma gripe daquelas e fiquei uns bons dias de cama mesmo. Mas, enfim, se ainda estiver podendo participar do post, aqui vão minhas respostas:

1) O que te fez sair do Brasil?

Uma soma de fatores. De um lado, sempre tive vontade de morar fora, mesmo que fossem apenas por alguns anos. Essa vontade me acompanha desde a adolescência, mas, nas poucas vezes em que tentei levar isso adiante, esbarrei na falta de dinheiro ou em requisitos que estavam além do que eu possuía. Além disso, a violência excessiva das cidades brasileiras, a falta de educação (tanto no sentido de “instrução acadêmica” como no de “ser bem educado) do brasileiro médio, as eternas promessas de o Brasil ser o país do futuro, a apatia do povo para tomar o destino nas próprias mãos… tudo isso foi misturado e fervido durante vários anos, até culminar no processo de imigração.

2) Me fale um pouco sobre o seu processo?

Canadá não foi minha primeira opção. Se o mundo fosse, de fato, completamente livre, eu provavelmente escolheria alguma cidade na Irlanda, Escócia, ou no interior da Inglaterra. Mas, como imigrar para esses lugares exige qualificações e requisitos que eu não tenho, fui pesquisar outros lugares que (acredito eu) tinham a ver com o tipo de vida e sociedade em que eu gostaria de me inserir. E aí cheguei ao Canadá e ao Quebec, por meio de uma palestra de imigração dada pelo BIQ em em 2005, quando eu ainda morava em Brasília. Fiz alguns planos, mas acabou que eles não deram muito certo, e deixei a ideia de imigrar em estado de animação suspensa. Em 2010, frustrado com o meu lado profissional, reabri a gaveta do projeto de imigração e resolvi ir em frente. Comecei a estudar francês e, em outubro de 2011, dei entrada. Por uma sorte incrível ou bênção divina, meu projeto não foi afetado em nada por nenhuma das mudanças traumáticas de 2011 para cá, que, infelizmente, tiveram documentos extraviados, dossiês devolvidos para serem adequados e gastos extras com testes de idiomas. Por isso mesmo, nunca fui do tipo de reclamar por causa da demora do BIQ e do consulado. Eu sabia que o tempo de espera só aumentava, então não tinha grandes expectativas. Em março de 2013, finalmente fiz a entrevista com o BIQ e consegui meu CSQ. Então, pelos cálculos da época, achei que receberia o pedido de exames e passaporte no final de 2014 ou início de 2015. Para minha surpresa, os pedidos vieram no início de 2014. Então agora estou ajeitando as coisas aos poucos aqui no Brasil e devo ir para o Canadá em março de 2015.

3) Uma dica para quem está no processo?

Não pare a vida por causa do processo. Nada na vida é garantido, muito menos qualquer processo de imigração. Ler blogs de imigrantes é ótimo, fazer pesquisas é melhor ainda, mas se você ficar comendo, respirando e vivendo 24 horas por dia esse processo, ele te consome. Junte dinheiro para imigrar, mas separe algum também para o seu cinema do fim de semana, para uma viagem de férias, para se dar de presente aquele livro/CD/perfume/sapato/DVD/camisa/vestido que você vem namorando há um bom tempo. Porque, se algo der errado no meio do caminho, você tem de lembrar que, no fim das contas, foi uma aposta sua e sem garantias. Aliás, o próprio visto no passaporte não é garantia de que a sua vida no Canadá ou em qualquer outro lugar vá dar certo. Então, lembre-se sempre de que você é que é o responsável pelo rumo que a sua vida vai tomar, e não o BIQ, o MICC, o consulado ou sei lá quem. E é triste ver tantas pessoas frustradas por uma espera que poderia ser bem menos dolorosa se elas conseguissem deixar o processo de imigração rodando minimizado na área de trabalho.

Espero que seja útil, Ana! Obrigado pelo convite.

Abraço

Doug

http://jornadaparaonorte.blogspot.com.br

Quero agradecer á vocês pela colaboração.

Gostaram?Comentem aí!!

Até!!

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Entrevista 2:Blog também quero viajar nesse balão

Continuando a série de entrevistas, hoje vamos falar da LC, que é dona do blog Também quero viajar nesse balão.De ONTÁRIO
A chegada dela no Canadá Aqui, depois de dois mêses do maridão.
Um post bem bacana sobre o cotidiano deles Aqui.
Muito obrigado pela a atenção e ajuda viu? Valeu pela simpatia.Que Deus os abençoe.
Oi Ana, respondo sim, com prazer:
O que te fez sair do Brasil:
 Falta de esperança com o futuro economico do pais.
3 coisas que tem no Brasil e não encontramos no Canadá: 
Boa comida, boas praias e um bom papo com amigos de infância.

3 pontos negativos do Canadá: 
Cultura ainda não esta estruturada, mercado de trabalho fechado (baseado em indicações) e a comida é muito ruim.

Me fale um pouco sobre o seu processo:
Foi rapido durou apenas 10 meses, fomos uma exceção. 
Muito planejamento (quase 2 anos para se tornar elegivel) antes de aplicar mas quando aplicamos fez toda a diferença ter enviado os formularios tao bem organizados.

Uma dica para quem está no processo:
Pesquise muito (alguns anos) antes de imigrar sobre a sua area profissional no Canada e prepare bem seus formularios.

Se precisar de alguma dica estamos aqui ok?
Gostamos muito de ajudar e de fazer contato com quem esta no processo.
Grande abraço da Turma do Balão.
Gostaram?
Comentem aí,até a próxima.
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Entrevista 1: Ana e Carlos

Olá,tudo bem?

Segue abaixo a primeira de uma série de entrevistas com pessoas que já estão em solo Canadense. Primeiramente eu já gostaria de agradecer a Ana, o carinho e atenção de dividir aqui conosco um pouco da história de vocês.
Que Deus os abençoe nessa jornada e logo,quem sabe,se Deus quiser em breve vamos nos encontrar por aí.

Ana e Carlos : Quebéc
Casal de POA Rio Grande do SUL,residente permanente desde abril de 2014.
A chegada deles Aqui, acho que depois de receber os vistos a chegada é o momento mais emocionante.
O blog Deles
Destaque para essa lista, pretendo fazer uma em breve hahaha,vamos ver.
Obs: Uma fofa a Ana, adorei!!

Oi Ana Paula, tudo bem?


Desculpa a demora em te responder, estava estudando pra uma prova do curso de francês que foi ontem 🙂
Que legal que tu também tens um blog! Me manda o link pra eu poder acompanhar também!
Bom, vamos as perguntas, espero que minhas respostas ajudem a ti e tua família a tomarem a decisão com mais tranquilidade 🙂
1. O que te fez sair do Brasil? 

Bom, o que me fez sair do Brasil… essa é uma resposta muito ampla. Tanto eu quanto o Carlos tivemos a oportunidade de morar fora do Brasil por mais de um ano, e eu acho que quem passa por isso começa a ver as coisas de outra forma. Somente quando a pessoa vive em uma sociedade que funciona, ela se dá conta de como a vida pode ser. Deveríamos ter liberdade de ir e vir, ser respeitados como profissional, ter retorno dos impostos que pagamos. Eu não acho que o Brasil seja um país horrível, mas eu sinto que ao viver lá pagamos tudo em dobro. Pagamos nossos impostos direitinho e não recebemos os serviços de volta, precisamos pagar tudo novamente de forma privada para viver com alguma dignidade. Fora o jeitinho, corrupção da população que me deixam indignada. Eu sempre fui uma pessoa que os outros consideravam “certinha”, que não fura fila, não se mete na frente dos outros, segue as regras. Pra quem é como eu é muito difícil viver num país onde quem passa na frente leva a melhor sempre. Prefiro seguir meus princípios em uma sociedade que reconheça isso.

Além disso, quando resolvemos que queríamos ficar juntos começamos a pensar nas perspectivas de futuro, e vimos que para ter o nível de vida que gostaríamos, precisaríamos de salários extremamente altos. Tupo por causa dos serviços extras que teríamos que pagar já que com os públicos não podemos contar: plano de saúde pra nós dois e futuros filhos, carro (pois transporte público dá conta durante o dia mas tínhamos medo de sair à pé à noite), comprar algum imóvel (que estão completamente inflacionados), incluir aí contas básicas (condomínio, luz, água, telefone, etc), colégio privado pros futuros filhos, lazer. Ao contrário do que as pessoas pensam, ter nível superior de engenharia e arquitetura não é garantia de ter um bom salário, e ter esse padrão de vida seria impossível. Passaríamos horas trabalhando todos os dias pra chegar em casa exaustos e não aproveitar a vida. Eu falei um pouco disso no nosso blog aqui .

2. 3 coisas que tem no Brasil e não encontramos no Canadá: 

Ainda estou aqui a muito pouco tempo pra saber do que sentirei falta, mas me conhecendo acho que a única coisa que faz falta são as pessoas queridas: família e amigos próximos.

3. 3 pontos negativos do Canadá

Olha, eu não posso falar do Canadá como um todo, apenas da cidade onde estou morando há 1 mês e meio e outras duas que conheci: Ville de Québec e Ottawa. Acho que aqui não é tão perfeito quanto as pessoas imaginam, mas não chegam a ser pontos negativos, são coisas ruins mas que estamos acostumados no Brasil: têm mendigos, asfalto esburacado, drogados pelas ruas, ruas sujas, pichações, gente mal educada, etc.

4. Me fale um pouco sobre o seu processo.

Decidimos imigrar pelo Québec pois na época assistimos uma palestra informativa e vimos que nosso perfil (profissão, idade, idiomas, expeências) se encaixaria muito bem na tabela de pontos. Isso era 2010. Nem chegamos a pesquisar mais a fundo o processo Federal Skilled Workers pois na época estava super demorado. Não me importei em começar a aprender francês pois sempre gostei de estudar línguas e tenho facilidade pra aprender. Depois de 200 horas de aulas para mim (que era o recomendado na época, Carlos não precisou comprovar estudos de idioma pois tinha estudado na França) demos entrada no processo provincial com ajuda de uma consultoria gratuita em Porto Alegre. Isso foi em 2011. Depois disso ficamos muito felizes quando recebemos nosso CSQ em casa sem fazer entrevista em São Paulo depois de 2 meses. Continuamos fazendo aulas e demos entrada no processo federal um mês depois, dessa vez sozinhos. Nessa época começamos a escrever no blog. Nosso processo federal durou longos 22 meses e foi um período muito difícil. Pensamos em desistir, largamos o blog, fizemos concursos (e passamos), e mudei de profissão (fiz uma especialização diferente). No final tudo deu muito certo quando recebemos os pedidos de exames médicos pois já estávamos com viagem à São Paulo programada por outros motivos e aproveitamos pra fazer tudo junto. Em pouco tempo chegou o visto, mas resolvemos esperar o limite de validade do visto de entrada pra ir, pra organizar as coisas com calma e pra eu poder ter um pouco mais de experiência de trabalho na minha nova área antes de vir. Chegamos no Canadá no dia 22/04/2014.

5. Uma dica para quem está no processo.
Acho que esse Post resume bem. Além disso, pesquise muito antes de chegar aqui, é mais fácil já saber de tudo ao invés de ser pego de surpresa. Não existe nível bom de idioma, por melhor que a gente fale, mesmo que você já tenha viajado ou vivido em outros países que falem inglês ou francês, as expressões e o sotaque local fazem diferença no vamos-ver. Todos querem ajudar, a gente começa a conhecer muitas pessoas, um vai indicando o outro e a rede de contatos começa a se formar mesmo sem querer. Seja humilde e simpático com todos, mesmo que já as conheça agradeça as dicas, nunca se sabe quando se vai precisar de ajuda de alguém.

Espero que ajude! 
Um abraço, Ana.

Muito bom, adorei!
Espero que ajude á todos, aguardem os próximos!

Comentem, eu gosto!rsr


Fiquem com Deus.